domingo, 28 de setembro de 2008

Extensão do domínio da luta


Resenha para a cadeira de Técnicas de reportagem e formas narrativas. Com o profº Juremir Machado.

Extensão do domínio da luta
Michel Houellebecq

O romance de 142 páginas apresenta uma seqüência de histórias protagonizadas pelo personagem principal, que na narração tem 30 anos.
Apesar do "sucesso" na vida profissional, um relativo sucesso na vida sexual, ele não está nada bem.
O relato de suas interações com o mundo, cidades do interior da França onde vai trabalhar, apenas um amigo que é padre e alguns colegas, revelam uma vida sem graça.
Apesar do humor, ironia e toda a sexualidade sempre presentes, as frustrações do personagem principal demonstram as limitações em relação a uma vida feliz.
O leitor pode passar por todo o livro na esperança de uma retomada, da busca pela luta em ter uma vida melhor, mas isso não acontece.
O desgosto, a solidão, a bebida, o cigarro e a falta de sentimentos são uma contante.
A "extensão do domínio da luta" revela a desistência de um homem por lutar. O tamanho dessa extensão é tão curto, ou tão longo quanto a capacidade ou força de vontade de cada um.
As crueldades dos relacionamentos, o cinismo ou as intolerâncias da vida adulta podem paralisar qualquer um. A vida é com um rio, onde nascemos e a medida que passam os dias representa o afastamento da margem. Como nadamos em direção a morte, passamos os dias acreditando ser possível alcançar o outro lado. Conforme as dificuldades do amadurecimento, maior a luta que cada um trava.Ao afirmar o mundo com uma "textura dolorosa e inadequada", Houellebecq faz uma leitura do terceiro milênio, afirmando que vivemos com cada vez mais tecnologia disponível, um avanço imensurável dos meios de comunicação e a impossibilidade das relações humanas.
Tal equação desconstruiria o modo como a sociedade se comporta atualmente: uma vez que não existisse mais erlações humanas, o que seria abordado pelos meios de comunicação?
Sem conteúdo, sem informação, de nada adiantariam os avanços da tecnologia.
Enquanto apenas algumas pessoas "aprenderem o desgosto" como mostra a contracapa do livro, somente elas desistirão de lutar, enquanto o resto do mundo continuará a buscar a outra margem do rio.

domingo, 21 de setembro de 2008

Amor com todas as letras


O que faz o AMOR com todas as letras?

Inteligência, cautela, delicadeza, compreensão, respeito, zelo, atenção, carinho, aceitação, paciência, dedicação, interesse, lealdade, demonstração, subjetividade, elaboração, surpresa, confiança, criatividade, entusiasmo, superação, paz, aconchego, segurança, desejo, auto-estima, cumplicidade, diálogo, bom humor, vontade de SER FELIZ.

Há muito tempo me perguntei "Será que encontro isso tudo "com pernas" por aí???

Hoje posso responder com certeza que SIM!!!

Nova Criatura

"Andei por tantos caminhos
Busquei preencher o vazio que havia em mim

Provei de tantas procuras,
Não vi.. Na cor de tantos sonhos me perdi

Não dá pra preencher vazio com vazio
Como me enganei!
Ao me ver mergulhado na dor eu pude perceber

Inteiramente eu devo ser do Senhor meu Deus
Sem recerva alguma, só a ele pertencer
Hoje eu posso dizer sem medo:
Da minha vida tu és Senhor,
Sou feliz, nova criatura sou!"

Walmir Alencar e Fábio de Melo
- Vida Reluz - (para relembrar tempos antigos de CLJ....)

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Tempo

Houve um tempo em que eu tinha tempo.
Tempo de estudar, que não passava nunca.
O Natal era láááááááááá no final do ano.
E como demorava para nascer o Cristo!

Houve um tempo que eu brincava no mar.
Tempo de férias, que douraaaaaava a pele.
Uma delícia de tempo brincando na areia,
boiando na água, comendo picolé de uva.

Houve um tempo que eu dançava.
E as festas começavam cedo e terminavam cedo,
mas parecia que tanta coisa acontecia
Estávamos com certeza uma fenda do espaço sideral.

Houve um tempo que eu crescia.
E a cada estação mudavam os tênis.
Mudavam as calças.
Mudavam os biquinis.

Hojevivonumtempoquenãodátemponemdedarumtempo
pragente
R
E
S
P
I
R
A
R...

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

O AMOR...

Arthur da Távola

Aos que não casaram,
Aos que vão casar,
Aos que acabaram de casar,
Aos que pensam em se separar,
Aos que acabaram de se separar,
Aos que pensam em voltar...
É tudo o mesmo amor, só que entre amantes existe sexo.
Não existem vários tipos de amor, assim como não existem três tipos de saudades, quatro de ódio, seis espécies de inveja.
O amor é único, como qualquer sentimento, seja ele destinado a familiares, ao cônjuge ou a Deus.
A diferença é que, como entre marido e mulher não há laços de sangue, a sedução tem que ser ininterrupta.
Por não haver nenhuma garantia de durabilidade, qualquer alteração no tom de voz nos fragiliza, e de cobrança em cobrança acabamos por sepultar uma relação que poderia ser eterna.
Casaram.
Te amo pra lá, te amo pra cá.
Lindo, mas insustentável.
O sucesso de um casamento exige mais do que declarações românticas.
Entre duas pessoas que resolvem dividir o mesmo teto, tem que haver muito mais do que amor, e às vezes nem necessita de um amor tão intenso.
É preciso que haja, antes de mais nada, respeito.
Agressões zero.
Disposição para ouvir argumentos alheios.
Alguma paciência... Amor, só, não basta.
Não pode haver competição.
Nem comparações.
Tem que ter jogo de cintura para acatar regras que não foram previamente combinadas.
Tem que haver bom humor para enfrentar imprevistos, acessos de carência, infantilidades.
Tem que saber levar.
Amar, só, é pouco.
Tem que haver inteligência.
Um cérebro programado para enfrentar tensões pré-menstruais, rejeições, demissões inesperadas, contas pra pagar.
Tem que ter disciplina para educar filhos, dar exemplo, não gritar.
Tem que ter um bom psiquiatra.
Não adianta, apenas, amar.
Entre casais que se unem visando à longevidade do matrimônio tem que haver um pouco de silêncio, amigos de infância, vida própria, um tempo pra cada um.
Tem que haver confiança. Uma certa camaradagem, às vezes fingir que não viu, fazer de conta que não escutou.
É preciso entender que união não significa, necessariamente, fusão.
E que amar, 'solamente', não basta.
Entre homens e mulheres que acham que o amor é só poesia, tem que haver discernimento, pé no chão, racionalidade.
Tem que saber que o amor pode ser bom, pode durar para sempre,
mas que sozinho não dá conta do recado.
O amor é grande, mas não é dois.
É preciso convocar uma turma de sentimentos para amparar esse amor que carrega o ônus da onipotência.
O amor até pode nos bastar, mas ele próprio não se basta.
Um bom Amor aos que já têm!
Um bom encontro aos que procuram!
E felicidades a todos nós!!!

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Dedicação

Recebi essa mensagem por e-mail de uma grande amiga... Recebi duas vezes, sinal de que ela considera importante.
Ana, esse post é em tua homenagem.


"Dedicação é a capacidade de se entregar à realização de um objetivo. Não conheço ninguém que tenha progredido na carreira, sem trabalhar pelo menos doze horas por dia nos primeiros anos.
Não conheço ninguém que conseguiu realizar seu sonho, sem sacrificar feriados e domingos pelo menos uma centena de vezes.
Da mesma forma, se você quiser construir uma relação amiga com seus filhos,terá que se dedicar a isso, superar o cansaço, arrumar tempo para ficar com eles, deixar de lado o orgulho e o comodismo.
Se quiser um casamento gratificante, terá que investir tempo, energia e sentimentos nesse objetivo.
O sucesso é construído à noite! Durante o dia você faz o que todos fazem.
Mas, para obter um resultado diferente da maioria, você tem que ser especial.
Se fizer igual a todo mundo, obterá os mesmos resultados.
Não se compare à maioria, pois infelizmente ela não é modelo de sucesso.
Se você quiser atingir uma meta especial, terá que estudar no horário em que os outros estão tomando chope com batatas fritas.
Terá de planejar, enquanto os outros permanecem à frente da televisão.
Terá de trabalhar enquanto os outros tomam sol à beira da piscina.
A realização de um sonho depende de dedicação.
Há muita gente que espera que o sonho se realize por mágica.
Mas toda mágica é ilusão. A ilusão não tira ninguém de onde está.
Ilusão é combustível de perdedores. "


"Quem quer fazer alguma coisa, encontra um meio. Quem não quer fazer nada, encontra uma desculpa."

Roberto Shinyashiki