domingo, 24 de março de 2013

A minha religião não é polêmica

A ideia não é polemizar, mesmo sabendo que esse é um assunto polêmico.
Fique a vontade se algumas frases tocarem seu coração.
Bom, pra começar, acho que é legal transmitir algumas informações sobre a formação religiosa da autora... Alguns pontos da trajetória que parecem fazer sentido.

1. Pelo que me contaram eu ficava muito doente quando era criança, tinha pneumonia todo inverno. Lá pelas tantas, meus pais que já não aguentavam mais hospital e peripécias mil para eu topar uma sessão de nebulização, cederam aos apelos de uma amiga e me levaram num terreiro de umbanda. Lá fui batizada, ouvi que eu era protegida dos santos (mais fofos!) Cosme e Damião (talvez daí se explique a tara por doces e os acessos de pirralhice!), e comi muito quindim de oferenda. Diz a mãe que depois dessa cruzada, nunca mais tive pneumonia.
2. Durante a formação escolar, estudei num colégio de freiras, que é super pra frentex, e aprendi muito nas aulas de Ensino Religioso (apesar dos colegas acharem que era um período livre, eu sempre gostei do assunto...), e os trabalhos eram amplos, abrangentes mesmo, cada grupo apresentava sobre uma religião e a gente tinha chance de saber qual queria seguir.
3. Com 10 anos, meus pais resolveram se mudar, e isso foi um tanto traumático pra mim... eu não podia mais simplesmente chegar na janela e ver meus amigos. Na rua nova, eu via uma rua deserta... não importava quanta árvore eu visse naquela rua (hoje eu sei o quão valiosas elas são!). Demorou 3 anos para que eu conhecesse uma amiga, que tb não tinha muitos amigos... Não demorou muito para que nós nos empenhássemos em encontrar um grupo que a gente gostasse... tentamos a gurizada da rua, e não rolou. Tentamos entrar na invernada, e não rolou. De repente, essa amiga conta que a prima (que eu nunca conheci) tinha participado de uma reunião de jovens na Igreja Católica. E aí começa uma bela jornada espiritual de 7 anos (dos 14 aos 21), até entrar na faculdade. A partir daí, a religião se tornou mais esporádica, os encontros e missas mais raros.... aquele papo de falta de tempo, mas que em tempos de TCC super se justifica, diz que não?!

Bom, o que isso tudo tem a ver com a polêmica é o que vou contar agora.
Descobri que vivo uma religião muito particular. Toda minha, brilhante e açucarada...
Como funciona isso? Como toda religião, horas... em momentos de pressão, angustia e sofrimento, é a hora de perceber coisas boas nos pequenos detalhes, de buscar a lição, de pensar ainda mais positivo.
Dá certo sempre? Não.
Mas é o meu jeito de acreditar.
Hj participei de uma missa, e fico tão triste de perceber que uma religião tão grande, tão potente e inspiradora pode ser tão triste, pesada, tensa...
Ouvimos a Parábola do Semeador, e o melhor dessa história é a semente que floresce. É a terra fértil...
As pedras, os espinhos, já temos demais em nossa vida. Basta o Jornal Nacional.
Prefiro acreditar na mensagem de Amor.
E não no Cristo morto.
Prefiro acreditar em alguém tão carismático a ponto de ser capaz de mudar a vida de muitos outros...
Então ter uma espiritualidade hoje, me diz muito mais do que um padre que insista em me mostrar o lado triste e imperfeito dos homens.
E você, acredita no que?
















quinta-feira, 7 de março de 2013

Dia da Mulher é #redlipsday! Vem gente!


A gente corre, dança, chora, briga, ama, pede, liga, adora, tuita, trabalha, descansa, tem filho, tem mãe, tem irmã e tem ombro amigo. E sabe o que mais?
A gente come, lê e bebe.
A gente lê romance, filosofia e horóscopo.
A gente anda, viaja e voa...
A gente veste, despe e beija.
A gente passa bem, passa mal...
A gente ri, sorri e gargalha.
A gente usa colar, gargantilha e corrente.
A gente interpreta, interage e conversa.
E como a gente conversa.
Ninguém pode negar: diferente é uma mulher que é quieta.
E sabe o que é mais incrível?
Mesmo calada falamos muito.
Lançamos olhares, vemos e enxergamos além.
E a gente pensa, reflete, imagina... ahhh como a gente imagina.
A mente feminina não para.
A gente dá a mão, estende a mão e anda de mãos dadas.
A gente se adapta. Se molda. Se gruda.
A gente canta, grita e xinga.
A gente dirige e a gente perde o rumo.
A gente chora, chora de felicidade, chora de orgulho, de raiva e de frustração.
A gente chora de tristeza. Mas chora até quando vê filme...
A gente passa os dias, conta os dias e vive, dia após dia, sonhando e realizando.
A gente dorme, tapa, destapa e reclama de frio.
A gente sente calor, fogo e calorão.
A gente é menina, mulher e mulherão.
Tudo junto, no mesmo dia, e ao longo da vida também.
A gente é a certeza e a contradição do mesmo discurso.
A gente tá escondida nas entrelinhas dos poemas, nas entrelinhas das crônicas e das letras de música.
A gente é mistério, musa e maravilha.
A gente é bela, beleza e maestria...

Mas a nossa beleza mais bonita é a que forma tudo isso, aquela que tatua nosso coração, nossa atitude... é a nossa beleza interior. É essa que atrai, que magnetiza, que nos faz especiais. E não diga que não.
Um batom vermelho é nosso símbolo de feminilidade, de orgulho de sermos mulheres.
Então para as mulheres lindas, que me leem aqui, que são um elo forte da corrente, sintam-se convidadas para o #redlipsday, que vai rolar AMANHÃ!




Clique no link e participe do evento no Facebook! Chame as mulheres da sua vida para usar um batom vermelho e fazer bocão amanhã!


Beijos

terça-feira, 5 de março de 2013

Beleza

Sabem que quando eu era criança eu me achava muito feia... já devo ter falado disso por aqui...
Eu achava que só as mulheres bonitas conseguiam um namorado.
Daí eu ficava pensando.... se eu crescer e não for bonita, eu tenho que ser mto legal. Tenho que ter papo, saber dançar, ter senso de humor (lógico que na época eu devia pensar: saber contar histórias, fazer ele rir com uma piada - pq sim, eu era bem pequena e possivelmente nem sabia o que era senso de humor).
Daí a minha pira era ler livrinhos, aprender com o Chico Bento, com o He-Man, a galera legal dos Thundercats... só gente legal... Eu brincava com o meu pai de adivinhar as capitais dos países... e ficava imaginando se um dia eu conseguiria descobrir o que existia em cada uma das cidades, que eu nem cogitava em qual cantinho do globo estavam localizadas. O prisma era outro, mas o resultado me deixa bem feliz comigo mesma. Eu gosto de me ouvir, de conviver comigo, e atualmente se tiver um espelho por perto eu a-do-ro! hehehehehehe....
Daí é legal pensar na beleza. É legal ouvir o que essa modelo diz e pensar que de algum modo eu concordo com ela demais!!!
Desde pequena eu sabia que o mundo seria cruel comigo se eu fosse feia. E sabia que eu podia virar esse jogo sendo alguém. E não parecendo alguém...

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